O desenvolvimento das forças produtivas promovido pelo capital é premissa para o surgimento de um novo modo de produção que permitirá o desenvolvimento pleno das potencialidades humanas, que não estarão mais limitadas pelos interesses de autovalorização do capital, estarão voltadas ao desenvolvimento da humanidade.
Neste novo modo de produção o homem finalmente terá conquistado sua liberdade, entendida enquanto fim da exploração do homem pelo homem, e no qual se reduz o trabalho ao mínimo necessário visto que será explorada toda a capacidade das forças produtivas, exatamente o inverso do que ocorre atualmente, pois o capitalismo, apesar de contribuir para o desenvolvimento de tais
forças produtivas, também limita sua utilização conforme sua necessidade de reprodução, desconsiderando as necessidades de reprodução dos seres humanos. Prova disso é que, em
momentos de crise, a produção é reduzida com vistas a garantir a lucratividade do capital, mesmo que tal redução prejudique a reprodução dos seres humanos, pois o que importa no capitalismo é a sua reprodução e não a reprodução da sociedade. O capitalismo cria as condições necessárias à sua superação, em direção a uma sociedade sem classes.
A forma assalariada de exploração, como forma de acumulação da riqueza, cria as próprias condições para sua superação, a exploração exaustiva do trabalhador atualmente é uma mesquinhez do capitalismo, que poderia produzir muito mais caso utilizasse todas as potencialidades das forças produtivas, ou seja, atualmente se produz menos do que se poderia produzir, pois a produção é comandada pelos interesses de reprodução do capital.
Assim como o capitalismo promove o desenvolvimento das forças produtivas, restringe seu uso quando lhe é conveniente. Com o fim do trabalho assalariado os trabalhadores deixaram de ser “apêndice“ do processo de trabalho, para serem “[...] verdadeiros dirigentes do processo de
produção.” (ROSDOLSKY, 2001, p. 356) É importante observar que o trabalho não irá desaparecer, visto que é condição natural da vida humana, desaparecerá a exploração do homem pelo homem, que se manifesta na apropriação do trabalho alheio.