"A Donzela Guerreira"
 
   

INTRODUÇÃO

 

    A figura da mulher que, vestida de homem, se bate na guerra para honrar a família ou defender a Pátria constitui denominador comum da tradição oral de diversos países e, aliás, ilustra a própria História oficial de muitos povos.

     Foi, entre nós, o caso de uma certa Antónia que, cerca do ano de 1600, usando o nome de António Rodrigues, se disfarçou de mancebo para servir como soldado na praça de Mazagão no norte de África. Após cinco heróicos e valorosos anos de glória e valentia nas sucessivas lutas contra os mouros, Antónia foi forçada a renunciar ao disfarce masculino e à prática militar para escapar ao assédio amoroso e às investidas apaixonadas de algumas nobres donzelas portuguesas radicadas na Mauritânia que pretendiam os seus favores. 

          Outros e mais antigos casos terão certamente marcado as origens da nossa nacionalidade, incorporando-se neste velho e belo romance que, segundo Garrett, é um "dos mais espalhados pelo reino, e mais favoritos do povo". Sabemos que era cantado na corte portuguesa "por gentis damas e galantes cavaleiros" em finais do século XVI.

 

         "Nem tudo o que parece é!"

   
   
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